Seis Chapéus Para Pensar by Edward De Bono

Resumo de audiolivro por StoryShots

Existe um chapéu que ninguém usa para pensar, mas que decide todos os outros.

Introdução

Debater parece pensar.

Não é.

Duas pessoas tentando vencer uma discussão geram confusão, não clareza, e essa confusão consome mais tempo de reunião do que qualquer ideia ruim jamais consumiria.

Esse é o ponto de partida de Seis Chapéus Para Pensar, de Edward De Bono, um método já descrito como a mudança mais importante no pensamento humano desde os gregos.

Por que discutir destrói suas melhores ideias.

A cultura ocidental ensinou você a pensar por meio do embate.

Alguém propõe, alguém ataca, e a verdade supostamente sobrevive aos escombros.

Sente-se em qualquer reunião de projeto e verá o padrão: uma pessoa apresenta, três encontram furos, e a ideia original sai mais fraca do que entrou, quando sobrevive.

Isso não é falha de personalidade.

É falha de projeto.

Quando seu cérebro tenta ser lógico, emocional, cauteloso e criativo ao mesmo tempo, ele produz ruído em vez de clareza.

Você sai da reunião exausto, tendo falado muito e decidido pouco.

Discutir parece progresso.

Raramente é.

Reuniões não fracassam por falta de ideias.

Fracassam porque todo mundo pensa de um jeito diferente ao mesmo tempo, e essa confusão pede uma estrutura completamente nova.

O chapéu que você veste muda o que você enxerga.

A solução chama-se pensamento paralelo.

Em vez de opiniões colidindo, todos na sala adotam deliberadamente o mesmo modo de pensar no mesmo momento, depois trocam juntos.

Chapéu branco para fatos.

Vermelho para instinto.

Preto para risco.

Amarelo para vantagens.

Verde para novas ideias.

Azul para conduzir o processo inteiro.

Imagine seis pessoas olhando uma casa por seis janelas diferentes, cada uma convencida de que sua vista é a casa toda.

O pensamento paralelo leva todo mundo à mesma janela antes de seguir para a próxima.

Estrutura vence confronto, sempre.

Um desses chapéus controla silenciosamente todos os outros, e quase nenhuma equipe aprende a usá-lo de verdade.

O chapéu que comanda tudo por trás das cortinas.

O chapéu preto, o da cautela e do risco, é o mais usado de todos, porque obriga o crítico a dar razões lógicas em vez de simplesmente descartar uma ideia.

Mas o controle real mora em outro lugar: o chapéu azul, aquele que decide quando cada um dos outros entra em cena.

O chapéu azul não gera ideias nem aponta perigos.

Ele comanda a reunião, escolhe a sequência, marca o tempo, exige uma conclusão.

Sem ele, até a melhor sequência de chapéus vira a mesma discussão de sempre.

Quem controla a ordem do pensamento controla o resultado, antes mesmo de a primeira ideia ser discutida.

Se você conhece alguém que conduz reuniões que não vão a lugar nenhum, essa pessoa provavelmente vai adorar esta análise.

Resumo final.

Este resumo de Seis Chapéus Para Pensar uniu três ideias numa só linha: o debate gera confusão, o pensamento paralelo resolve isso, e o chapéu azul controla, nos bastidores, quando cada chapéu entra em ação e por quanto tempo.

O que ficou de fora é a sequência exata recomendada para resolver problemas, tomar decisões rápidas ou conduzir avaliações de desempenho, cada situação com sua própria ordem específica.

Também não entramos na explicação de por que a cultura empresarial japonesa escapou dos hábitos confrontacionais do Ocidente, nem nas técnicas de criatividade do chapéu verde, como a provocação.

Para a análise completa, com infográfico e vídeo animado, abra o aplicativo StoryShots e acesse o resumo completo de Seis Chapéus Para Pensar, de Edward De Bono.