The big ideas from the world's best books, free in 5 minutes
Like a movie trailer, but for books. Watch, listen, or read along, then go as deep as you want.
Great lessons shouldn't depend on spare time, money, or how you learn. Free in 8 languages, for everyone.
1M+ books on demandListen and read alongStart without an account
A Teoria de Tudo de Stephen W. Hawking
Resumo de audiolivro por StoryShots
Um universo sem borda não foi criado e não pode ser destruído.
Introdução
Imagine uma realidade que simplesmente existe, sem ponto de partida e sem fronteira.
Parece ficção, mas é a tese central de A Teoria de Tudo: A Origem e o Destino do Universo, de Stephen W. Hawking, o clássico que leva você do Big Bang aos buracos negros sem exigir diploma de física.
O tempo nasceu com o universo
A maioria das pessoas supõe que o universo sempre existiu, girando tranquilo por toda a eternidade.
Esse conforto desmorona rápido.
Quando os astrônomos descobriram que a luz das galáxias distantes se desvia para o vermelho, ou seja, que elas se afastam de nós, a conta virou um incômodo: rebobine a expansão e tudo se comprime num único ponto de densidade infinita.
Esse ponto é o Big Bang, e o tempo começa ali.
Antes dele, nada.
Perguntar o que veio antes do Big Bang é como perguntar o que fica ao norte do Polo Norte.
A palavra "antes" perde o sentido.
Pense nisso na próxima vez que alguém exigir uma causa para tudo.
Você também depende dessa lógica para organizar a própria vida.
A física não descreve apenas o passado.
Ela marca o lugar onde o passado deixa de existir.
Só que o começo do tempo é a parte fácil da história.
Buracos negros vazam
Os buracos negros deveriam ser os cofres perfeitos do cosmos.
Nada escapa, nem luz, nem matéria, nem informação.
A pesquisa sobre eles já foi comparada a procurar um gato preto num porão cheio de carvão.
Mesmo assim, o resultado foi inesperado: buracos negros não são totalmente negros.
Flutuações quânticas perto do horizonte de eventos deixam partículas escapar.
O buraco irradia energia, encolhe e pode até desaparecer.
Duas teorias que nunca se entendiam, a relatividade geral, feita para estrelas gigantes, e a mecânica quântica, feita para partículas minúsculas, foram forçadas a sentar à mesma mesa.
Um buraco negro que vaza é o único lugar do universo onde os dois manuais da física precisam concordar.
Se o buraco evapora, tudo o que ele engoliu tem de ir para algum lugar.
Esse paradoxo não se resolve aqui, nem em qualquer outro lugar.
Ainda.
Resta descobrir o que acontece quando o próprio universo não tem fronteira nenhuma.
Um universo sem borda não precisa de criador
Perto do começo, espaço e tempo se fundem numa coisa chamada tempo imaginário, em que a linha entre os dois some por completo.
Na proposta da ausência de fronteira, o universo é finito, mas não tem borda, como a superfície da Terra: limitada, e ainda assim você caminha para sempre sem cair do mundo.
Um universo totalmente autossuficiente não foi criado e não pode ser destruído.
Ele simplesmente é.
Essa ideia dispensa o tiro de largada, o criador e qualquer causa externa.
Mas abre uma pergunta mais dura: se nada existe fora do universo para explicá-lo, nenhuma teoria, por mais unificada que seja, explica por que existe um universo em vez de nada.
Se isso mudou o jeito como você pensa o tempo e a existência, alguém curioso por física na sua vida provavelmente vai adorar ouvir também.
Resumo Final
Este resumo de A Teoria de Tudo, de Stephen W. Hawking, costura o nascimento do tempo no Big Bang, os segredos que escapam dos buracos negros e a ausência de fronteira num único argumento: o universo se explica sozinho, sem causa externa.
Ficou de fora o que dá corpo ao livro: como a entropia define a seta do tempo, por que o universo parece afinado para a vida e como a teoria das cordas tenta concluir a unificação que Hawking perseguiu por décadas.
Estudantes de física, céticos curiosos e quem já encarou o céu à noite se perguntando por que existe alguma coisa deveriam ir além.
O resumo completo de A Teoria de Tudo está no app StoryShots.