A Teoria de Tudo de Stephen W. Hawking

Resumo de audiolivro por StoryShots

Um universo sem borda não foi criado e não pode ser destruído.

Introdução

Imagine uma realidade que simplesmente existe, sem ponto de partida e sem fronteira.

Parece ficção, mas é a tese central de A Teoria de Tudo: A Origem e o Destino do Universo, de Stephen W. Hawking, o clássico que leva você do Big Bang aos buracos negros sem exigir diploma de física.

O tempo nasceu com o universo

A maioria das pessoas supõe que o universo sempre existiu, girando tranquilo por toda a eternidade.

Esse conforto desmorona rápido.

Quando os astrônomos descobriram que a luz das galáxias distantes se desvia para o vermelho, ou seja, que elas se afastam de nós, a conta virou um incômodo: rebobine a expansão e tudo se comprime num único ponto de densidade infinita.

Esse ponto é o Big Bang, e o tempo começa ali.

Antes dele, nada.

Perguntar o que veio antes do Big Bang é como perguntar o que fica ao norte do Polo Norte.

A palavra "antes" perde o sentido.

Pense nisso na próxima vez que alguém exigir uma causa para tudo.

Você também depende dessa lógica para organizar a própria vida.

A física não descreve apenas o passado.

Ela marca o lugar onde o passado deixa de existir.

Só que o começo do tempo é a parte fácil da história.

Buracos negros vazam

Os buracos negros deveriam ser os cofres perfeitos do cosmos.

Nada escapa, nem luz, nem matéria, nem informação.

A pesquisa sobre eles já foi comparada a procurar um gato preto num porão cheio de carvão.

Mesmo assim, o resultado foi inesperado: buracos negros não são totalmente negros.

Flutuações quânticas perto do horizonte de eventos deixam partículas escapar.

O buraco irradia energia, encolhe e pode até desaparecer.

Duas teorias que nunca se entendiam, a relatividade geral, feita para estrelas gigantes, e a mecânica quântica, feita para partículas minúsculas, foram forçadas a sentar à mesma mesa.

Um buraco negro que vaza é o único lugar do universo onde os dois manuais da física precisam concordar.

Se o buraco evapora, tudo o que ele engoliu tem de ir para algum lugar.

Esse paradoxo não se resolve aqui, nem em qualquer outro lugar.

Ainda.

Resta descobrir o que acontece quando o próprio universo não tem fronteira nenhuma.

Um universo sem borda não precisa de criador

Perto do começo, espaço e tempo se fundem numa coisa chamada tempo imaginário, em que a linha entre os dois some por completo.

Na proposta da ausência de fronteira, o universo é finito, mas não tem borda, como a superfície da Terra: limitada, e ainda assim você caminha para sempre sem cair do mundo.

Um universo totalmente autossuficiente não foi criado e não pode ser destruído.

Ele simplesmente é.

Essa ideia dispensa o tiro de largada, o criador e qualquer causa externa.

Mas abre uma pergunta mais dura: se nada existe fora do universo para explicá-lo, nenhuma teoria, por mais unificada que seja, explica por que existe um universo em vez de nada.

Se isso mudou o jeito como você pensa o tempo e a existência, alguém curioso por física na sua vida provavelmente vai adorar ouvir também.

Resumo Final

Este resumo de A Teoria de Tudo, de Stephen W. Hawking, costura o nascimento do tempo no Big Bang, os segredos que escapam dos buracos negros e a ausência de fronteira num único argumento: o universo se explica sozinho, sem causa externa.

Ficou de fora o que dá corpo ao livro: como a entropia define a seta do tempo, por que o universo parece afinado para a vida e como a teoria das cordas tenta concluir a unificação que Hawking perseguiu por décadas.

Estudantes de física, céticos curiosos e quem já encarou o céu à noite se perguntando por que existe alguma coisa deveriam ir além.

O resumo completo de A Teoria de Tudo está no app StoryShots.