Dominando os ciclos de mercado: Como reconhecer os padrões para ter sucesso nos investimentos de Howard Marks

Resumo por StoryShots

A sensação mais segura num mercado costuma ser a mais perigosa.

Introdução

A maioria dos investidores acha que risco é sinônimo de volatilidade.

Não é.

O perigo real mora na crença de que não existe perigo algum, justamente o clima que antecede os grandes colapsos.

Essa é a tese de Dominando os Ciclos do Mercado: Como entender as probabilidades a favor de seus investimentos, de Howard Marks, cofundador da Oaktree Capital.

Prever o futuro é um jogo perdido

Todo mundo quer saber o que vem a seguir.

Pergunta errada.

Previsões de economistas e estrategistas caem em duas categorias: extrapolações seguras, quase sempre certas e quase sempre inúteis, ou apostas ousadas que renderiam fortunas se acertassem, mas costumam errar.

Poucos investidores conseguem superar o mercado por meio de projeções macroeconômicas.

Quem se destaca troca a pergunta.

Em vez de "o que vai acontecer?", pergunta "onde estamos agora?

Você já viu isso acontecer toda vez que a previsão de um comentarista desmorona em uma semana.

Prever é truque de salão.

Ler o presente é habilidade.

Saber onde você está importa mais do que adivinhar para onde vai.

Resta, porém, uma pergunta em aberto: como medir de fato a sua posição?

O pêndulo que nunca para no meio

Os mercados não andam em linha reta entre o medo e a ganância.

Balançam como um pêndulo, e aqui está o detalhe que derruba muita gente: ele quase nunca para no ponto racional do meio.

Dispara da euforia ao desespero e volta, passando só um instante perto do valor justo.

Entre 1970 e 2016, o S&P 500 teve retorno anual a menos de dois pontos percentuais da média histórica de cerca de 10% apenas três vezes.

Crédito farto infla os preços por anos.

Crédito apertado derruba tudo em meses.

Por isso a carteira parece ótima até o dia em que deixa de parecer.

Você está num balanço, não em chão firme, e talvez nem saiba para que lado ele já está indo.

Os ciclos não apenas se sucedem.

Cada fase causa a seguinte.

Os exageros acontecem nas duas direções, e sempre ultrapassam o ponto médio.

O verdadeiro mistério é por que investidores inteligentes continuam do lado errado.

A crença que destrói carteiras

A resposta incomoda: a maior fonte de risco de investimento é a crença de que não há risco.

Quando todos se sentem seguros, a segurança já acabou.

Preços em alta geram confiança.

Confiança gera descuido.

E o descuido dura até o instante da virada, quase sempre violenta.

É por isso que a hora mais segura de comprar costuma ser aquela em que todo mundo à sua volta jura que não há esperança.

O mercado cobra pouco pelo risco quando ele está no máximo, e cobra caro quando está no mínimo.

O sábio faz no começo o que o tolo faz no fim.

Saber disso é só metade da batalha.

A outra metade é medir o perigo antes que ele fique óbvio para todos.

Se isso mudou o jeito como você enxerga risco e momento de mercado, alguém na sua vida que cuida dos próprios investimentos provavelmente vai gostar de ouvir também.

Resumo Final

Este resumo de Dominando os Ciclos do Mercado: Como entender as probabilidades a favor de seus investimentos costura as três ideias numa só: previsões falham, o pêndulo exagera e a falsa segurança é o perigo real.

Tudo aponta para uma habilidade, ler onde você está agora.

Howard Marks vai além no ciclo do crédito, que ele considera o mais volátil de todos, e nos sinais que ajudam a medir os extremos do mercado.

Quem administra uma carteira ou um negócio em meio a oscilações precisa dessa lente.

Para o resumo completo de Dominando os Ciclos do Mercado: Como entender as probabilidades a favor de seus investimentos, com infográfico e vídeo animado, acesse o aplicativo StoryShots.